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Gravidez e a depressão

Publicado 12/06/2018 15:07

“É correto falar sobre a maternidade como algo maravilhoso, mas nós também precisamos falar sobre suas dificuldades e estresse. Está tudo bem em não achar fácil, pedir ajuda não deveria ser visto como um sinal de fraqueza”. Essa frase é da Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, em discurso no qual buscou sensibilizar o público para as doenças mentais e aspectos do relacionamento entre pais e filhos.

A maternidade é vivenciada de forma diferente por cada mulher e, mesmo para aquelas com bom suporte social, como é o caso da Duquesa, consiste em um verdadeiro desafio. Misturam-se sentimentos de alegria, insegurança, plenitude, exaustão, amor e preocupação. Nesse período, a mulher revive aspectos de sua infância e do relacionamento com seus pais. 

Muitos acreditam que a gestação protegeria a mulher dos transtornos mentais, no entanto, as oscilações hormonais próprias dessa fase somadas a fatores culturais e sociais, podem predispor a doenças como a depressão. Existe maior risco em "mães de primeira viagem”, em gestações na adolescência ou não planejadas e quando existe histórico familiar ou pessoal de depressão.

A depressão no período perinatal - o qual compreende a gravidez até doze meses após o parto - acomete uma em cada cinco mulheres. Estas mulheres sentem uma profunda tristeza, angústia e sentimento de incapacidade que podem levar a dificuldades para cuidar do bebê e de si. Outras queixas são o cansaço, sonolência,  diminuição da libido, até sintomas de maior gravidade, como a perda de prazer em atividades que gostava, o isolamento e o suicídio.

Quanto ao tratamento, casos leves a moderados devem ser tratados primeiramente com psicoterapia e, em casos mais graves, é necessário pesar os riscos e os benefícios do uso de medicações. Sabe-se que nenhuma gestação é isenta de riscos, assim como nenhuma medicação. No entanto, estuda-se muito sobre as substâncias que podem ser utilizadas na gravidez e na lactação, de forma que existem medicamentos seguros.

Mais prejudicial para o bebê que os efeitos de algumas medicações, são as consequências da depressão em si. Mulheres com depressão na gestação têm pior adesão aos cuidados pré-natais, maiores taxas de uso de álcool, cigarro e tem risco aumentado de prematuridade. Além do mais, a doença prejudica o vínculo da mãe com a criança, o que pode ocasionar alterações do neuro-desenvolvimento infantil. 

 

 

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