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E quando a ansiedade passa a ser doença?

Artigo da psiquiatra Bianca Schwab

Publicado 14/08/2017 13:53

Ansiedade é um sentimento normal de qualquer ser humano. É uma reação que antecede momentos de perigo real ou imaginário. Na dose certa é importante e até mesmo benéfico, pois acaba sendo um estímulo que mobiliza recursos para o enfrentamento do dia a dia.  Tal sentimento é inerente ao ser humano e existe desde os primórdios da civilização, quando as preocupações eram a proteção e a busca pelo alimento. Com a evolução da sociedade entramos em contato com uma série de outras ameaças, como medo de perder o emprego, o impacto do aumento do dólar, engarrafamento no trânsito.

Além dos fatores ambientais, a ansiedade também tem uma predisposição genética. Pesquisas da década de 1980 trouxeram importantes explicações biológicas sobre a doença, comprovando que ansiosos têm uma parte do cérebro conhecida como amígdala bem mais ativa do que a média.

A ansiedade passa a ser caracterizada como patológica quando ocorre em excesso, quando o medo e as evitações causam prejuízo para a vida da pessoa e passam a ter um impacto nos âmbitos profissional, pessoal, acadêmico, social. Muitas vezes, ela pode vir acompanhada de sintomas físicos como palpitações, aperto no peito, tremores, mal-estar e ser desencadeada sem estímulo externo definido ou proporcional que a explique.

Os transtornos de ansiedade são mais prevalentes em mulheres que em homens e a estimativa, segundo dados da  Organização Mundial de Saúde (OMS), é que cerca de 264 milhões de pessoas sofram com o transtorno em todo mundo. O Brasil lidera o ranking, com taxa de 9,3%, o que corresponde a 18,6 milhões de brasileiros. Esta taxa corresponde a cerca de 3 vezes à média mundial.

Em muitos casos, a busca por tratamento demora.  Grande parte dos ansiosos são pessoas muito valorizadas no emprego, responsáveis, vão bem na escola e a maioria busca tratamento apenas quando deprime.

É importante uma avaliação médica para diagnosticar este transtorno, pois a ansiedade pode ser secundária a outros problemas de saúde, tais como hipertireoidismo, alguns tipos de tumores, uso de determinados medicamentos, dentre outros.

O tratamento inclui mudanças no estilo de vida, com a implantação de hábitos mais saudáveis como prática de atividades físicas e sono adequado. Além de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, tendo em vista que a psicoterapia e farmacoterapia são as modalidades de tratamento mais eficazes, principalmente quando associadas.

 

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