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Depressão Pós-parto e Disforia Puerperal

Melissa Horvath - psiquiatra membro da ACP

Publicado 02/03/2018 14:57

A maternidade deveria ser um momento único, cheio de amor e de realização plena. Infelizmente, mesmo quando planejada pode não ser assim!

No puerpério (até seis semanas após o parto) ocorrem mudanças bruscas hormonais, neuroquímicas, psicológicas e sociais. Há necessidade de reestruturação social e sexual e do reestabelecimento da imagem corporal dessa mãe.

Na década de 1960 pesquisadores descreveram a chamada Disforia Puerperal (Maternity Blues). A forma mais leve pode ser identificada em 50 a 85% das puérperas. Os sintomas geralmente se iniciam logo após o nascimento do bebê e remitem de forma espontânea em no máximo 2 semanas. Seu quadro inclui choro fácil, labilidade afetiva, e irritabilidade com familiares. O tratamento consiste em suporte em cuidados com a mãe e o bebê, sem necessidade de medicamentos.

Geralmente a depressão pós-parto inicia-se de duas semanas até três meses após o parto. Os sintomas geralmente são humor deprimido, perda de prazer nas atividades, alterações de peso e /ou apetite, alteração de sono, agitação, fadiga, sentimento de inutilidade, ou culpa e até pensamentos de morte.

Os fatores de risco da depressão pós-parto são: episódio anterior depressivo na gestação, estresse, pouco suporte social e financeiro e relacionamento conjugal conflituoso. História familiar de transtornos psiquiátricos, baixa autoestima também faz parte. Bem como história de abuso sexual ou gravidez indesejada.

Fatores de proteção: otimismo, autoestima, boa relação conjugal e bom suporte social.

Recém-nascidos de mães com depressão pós-parto tem maior chance de retardo no seu desenvolvimento neuropsicomotor e são menos amamentados. Por privação de afeto e interação com a mãe prejudicada.

Na Psicose Puerperal (prevalência de 0,1% a 0,2%), a mãe pode ter delírios e pensamentos de ferir o bebê ou a si mesma. Nesse caso indica-se internação.

Por isso a importância de diagnóstico psiquiátrico precoce de qualidade, através de anamnese e exame clínico minucioso, visando qual será o melhor tipo de conduta para cada paciente.

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