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Artigo: Medicação e TDAH

Marcelo Calcagno Reinhardt, Psiquiatra e Coordenador do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência da ACP

Publicado 13/12/2017 11:19

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade ou TDAH é um transtorno psiquiátrico com alta prevalência na infância e adolescência (5,29%). Na vida adulta a prevalência fica em 2,5%.  Estes números podem parecer baixos, a questão é que estamos comparando com outros transtornos psiquiátricos, e a prevalência está acima de Transtorno de Humor Bipolar, por exemplo.

Apesar de certos sites e alguns autointitulados entendidos no assunto afirmarem que não existe ou que o tratamento não possui comprovação científica, o TDAH é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Diversas revisões demonstram os prejuízos causados pelo TDAH, sejam na educação, como repetência escolar, suspensões e expulsões, formam-se menos e entram menos na faculdade; já no trabalho ocorrem demissões mais frequentes, troca de empregos mais frequente, piores empregos e ganhos menores; na vida afetiva pode ocorrer o início mais precoce da vida sexual, relacionamentos de curta duração, maior número de parceiros, maior risco de gravidez na adolescência, e maior chance de doenças sexualmente transmissíveis; além de maior risco de acidentes.

Existem mais de 200 estudos bem conduzidos, realizados por pesquisadores muito conceituados, mostrando que as medicações  psicoestimulantes além de seguras, são muito eficazes na redução de sintomas. Além disso, alguns estudos mais modernos estão focando em demonstrar a redução de prejuízos específicos, conseguidos com o tratamento.

Um estudo publicado neste ano mostrou, por exemplo, uma redução importante de acidentes automobilísticos nos meses em que, tanto os homens quanto as mulheres com TDAH, usaram a medicação apropriadamente.

Por isso é importante saber sobre o transtorno e ainda mais procurar fazer o acompanhamento com um profissional especializado para que o mesmo possa fazer um diagnóstico, indicar qual o melhor tratamento e acompanhar o paciente com TDAH.

 

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